1. SEES 9.1.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  O BRASIL  UM GUEPARDO
3. ENTREVISTA  SUSAN GREENFIELD  O LADO SOMBRIO DA TECNOLOGIA
4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A CULPA  DO DR. GAUSS
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  VOC SABE COMO ESTO SEUS OSSOS?

1. VEJA.COM
EDITADO POR FERDINANDO CASAGRANDE ferdinando.casagrande@abril.com.br

O ADEUS AO PLAYSTATION 2
Aps uma dcada de vida e 150 milhes de unidades vendidas, um gigante dos games sai de cena. O console PS2 ser aposentado pela fabricante japonesa Sony. Responsvel por introduzir inovaes no universo dos games, o aparelho popularizou o conceito de media center (que integra contedos digitais, como msica e vdeo), consolidou o formato de jogos on-line e adicionou s plataformas a tecnologia de reconhecimento de gestos do usurio por meio da cmera EyeToy. Reportagem do site de VEJA faz a contabilidade dessa carreira de sucesso e mostra os principais ttulos que ficaram famosos rodando no j saudoso PS2.

NEWSGAMES
O produtor uruguaio Gonzalo Frasca dedicou a ltima dcada de sua carreira a um desafio: produzir os chamados newsgames  gnero que leva ao pblico informaes noticiosas com a ajuda de recursos dos jogos eletrnicos. No caminho, ele produziu, por exemplo, ttulos que tentavam explicar o contexto poltico de acontecimentos marcantes da histria recente, como o atentado terrorista de 11 de setembro. Em entrevista ao site de VEJA, Frasca traa os desafios e o potencial do gnero: O newsgame pode fazer pela informao hoje o que as charges polticas fizeram nos jornais do sculo XIX: levar assuntos complexos a um pblico maior.

DISPUTA PELA UNIVERSIDADE
Com a publicao das notas do Enem 2012, est aberta a temporada de disputa por vagas em instituies de ensino superior. Para chegarem  to sonhada universidade, os candidatos devem passar por um dos programas do MEC que selecionam alunos ou concedem bolsas ou financiamento estudantil. O site de VEJA esclarece os passos para inscrio no ProUni (que concede bolsas em instituies privadas) e no Fies (programa de financiamento), alm de procedimentos necessrios para o Sisu e o uso das cotas.

NOVOS BAIANOS, QUARENTA ANOS DEPOIS
Diz a lenda que, no incio dos anos 1970, Joo Gilberto visitou os Novos Baianos e, ao iniciar um samba ao violo, percebeu que nenhum deles o acompanhava. Gilberto, ento, recomendou: Vocs precisam descobrir o Brasil dentro de vocs. O conselho resultou no lbum Acabou Chorare, de 1972, que ganha agora edio especial de quarenta anos. Na VEJA Recomenda desta semana, o crtico Srgio Martins analisa a influncia da bossa nova sobre o rock dos baianos e revela histrias curiosas  entre elas, a de como Bebel Gilberto, ainda criana, ajudou a escolher o nome do disco.


2. CARTA AO LEITOR  O BRASIL  UM GUEPARDO
     O diagnstico unnime sobre o Brasil d conta de que o atual estgio de avano material, social e institucional, conquistado a duras penas nas ltimas duas dcadas, tirou o pas do pntano da inviabilidade e o colocou no caminho do desenvolvimento pleno  com tudo que isso significa de preservao dos valores democrticos, respeito s liberdades individuais, bem-estar social, educao universal de qualidade, Justia eficiente, equilbrio nas contas pblicas e ambiente de negcios propcio aos investimentos produtivos de longo prazo.
 consenso tambm que ter escapado da armadilha de ser o eterno pas do futuro garante apenas que a direo  correta e que no haver retrocessos traumticos. Para o Brasil efetivamente dar a passada final e entrar para o clube das naes ricas e civilizadas, ser necessrio aproveitar muito melhor e mais rapidamente as oportunidades do momento demogrfico favorvel, o bnus de termos uma populao em idade economicamente ativa que cresce mais do que a mdia. Com o passar dos anos, o bnus vira nus, e isso torna as arrancadas econmicas bem mais custosas, se no impossveis.
     Como o guepardo, que pode superar facilmente suas presas em velocidade, mas tem de captur-las logo, pois no consegue sustentar a carreira por muito tempo, o Brasil precisa despejar logo toda sua potncia intelectual, seus recursos materiais e humanos e suas reservas de racionalidade para colher os frutos antes que passem as circunstncias favorveis e se estiolem as energias positivas, fazendo do desempenho medocre da economia um doloroso padro. Com isso em mente, VEJA desafiou algumas das melhores cabeas do pas a propor, em suas respectivas reas de atuao, receitas instantneas capazes de fazer o Brasil disparar e dar o bote certeiro que permita desfrutar agora as recompensas do progresso. As solues propostas por Armnio Fraga, Maria Helena Guimares Castro, Edmar Bacha, Joaquim Falco, Andr Medici, Srgio Besserman, Gustavo Franco, Armando Castelar, Jairo Nicolau, Claudio Beato e Raul Velloso esto na reportagem especial que comea na pgina 68.


3. ENTREVISTA  SUSAN GREENFIELD  O LADO SOMBRIO DA TECNOLOGIA
A neurocientista inglesa alerta para o fato de que os efeitos positivos dos estmulos da internet, redes sociais e videogames, em excesso, provocam riscos para o crebro.
SIMONE COSTA

Especialista em doenas degenerativas do crebro, a pesquisadora Susan Greenfield, de 62 anos,  presena constante nos principais debates sobre os efeitos da tecnologia na mente humana. Autora de trs livros que se tornaram best-sellers, ela defende a tese de que passar tempo demais na frente de computadores, games, tablets e smartphones causa alteraes cerebrais da mesma natureza daquelas advindas do Alzheimer, embora no to destruidoras. Susan se refere mais precisamente  dificuldade de discernir eventos passados de situaes presentes e at de projees futuras, disfuno cognitiva comumente associada ao Alzheimer. Susan Greenfield foi a primeira mulher a presidir a Royal Institution, o mais amigo centro de pesquisa independente do mundo. Depois de doze anos, ela deixou o cargo alegando que vinha sendo vtima de uma campanha machista. Feita baronesa em 2001, a professora de Oxford  conhecida tambm por ser uma ativa popularizadora da cincia na Inglaterra, produzindo e apresentando documentrios que lhe valeram a fama de ser a verso local de Carl Sagan, o lendrio cosmlogo americano, morto em 1996.

Qual  o paralelo entre a doena de Alzheimer e os efeitos sobre o crebro do uso exagerado de aparelhos conectados  internet? 
Fui mal interpretada em uma entrevista e passaram a me atribuir algo que eu no disse. O Alzheimer,  medida que avana, provoca a perda de clulas cerebrais, conduzindo o paciente a um estado de alienao crescente. No afirmei que a tecnologia provoca a morte dos neurnios. No h prova cientfica disso. O que realmente disse e reafirmo  que computadores, tablets, smartphones, enfim, todos os dispositivos interativos, quando usados excessiva e ininterruptamente, deixam a mente em um estado de confuso sobre o aqui e o agora muito semelhante aos efeitos do Alzheimer. As pessoas nesse estado perdem momentaneamente a noo clara do que seja passado, presente ou futuro. Algum imerso nesse universo virtual est sempre de prontido para responder rapidamente a um e-mail ou uma mensagem de bate-papo. Essa disponibilidade instantnea para os apelos digitais interativos, dominada pelos sentidos e no pela cognio, deixa a mente em um estado semelhante ao provocado pelo Alzheimer ou mesmo pelo autismo. Ainda no existem evidncias de que o crebro sadio submetido de maneira intermitente a esses estmulos sofrer transformaes fisiolgicas permanentes. No entanto, essa  uma hiptese a considerar seriamente a longo prazo.

A senhora saberia definir o limite mximo de tempo de imerso diria no mundo virtual ao qual algum deveria obedecer? 
Pelos dados que temos em mos hoje, ainda no somos capazes de definir esse limite. A questo no  propriamente o tempo que se passa on-line. O cerne do problema  deixar de exercer, por causa da internet, outras atividades essenciais para o desenvolvimento pleno do crebro e para a manuteno da sade mental. Passar cinco horas seguidas jogando videogame ou no Facebook pode ser bem estimulante, mas so cinco horas a menos para abraar algum, caminhar pela praia, conversar cara a cara com um amigo em um bar ou restaurante. O crebro de um beb  um recipiente passivo de sensaes, que gradualmente comeam a se organizar, o que permite a interpretao por associao das informaes que ele recebe. A partir da, o crebro formula conceitos com base nas memrias e no conhecimento.  assim que cada um forma a prpria identidade. A diversidade e a frequncia dessas interaes corriqueiras so essenciais para a construo da individualidade no apenas na primeira infncia, mas durante toda a vida. As crianas se formam subindo em rvores, sentindo o calor da luz solar no rosto, correndo atrs dos amigos em um parque. O perigo  satisfazer-se com um simulacro digital das sensaes reais.

A noo predominante entre os estudiosos, porm,  que os estmulos digitais esto aumentando a eficincia do crebro humano. Essa noo  equivocada? 
Obviamente, qualquer atividade contribui para o desenvolvimento cerebral. Estudos feitos nas ltimas dcadas comprovaram a capacidade de o crebro reorganizar-se e reinventar-se a todo momento por meio de estmulos externos.  a neuroplasticidade. Os videogames desenvolvem a coordenao motora e a memria. Isso est comprovado. Nos adultos, sobretudo nos idosos, a interatividade mostrou-se uma excelente ferramenta para estimular a neurognese, a formao de novas clulas cerebrais, e at promover certo bem-estar mental. H relatos cientficos de diminuio dos sintomas da depresso em virtude de relacionamentos que o paciente retomou ou criou nas redes sociais. Minha me  viva, tem 85 anos e mora sozinha. Meu irmo e eu gostaramos muito que ela tivesse uma conta no Facebook. Mas, infelizmente, ela se recusa. Meu ponto, ento, no  a condenao da era da informao. O que eu reafirmo  que, a exemplo de um carro, que nos serve tanto mas com o qual podemos atropelar e matar algum, obter os benefcios e evitar os males das novas tecnologias depende apenas do usurio.

A comunidade cientfica levou a srio seu alerta sobre o perigo de os videogames, na infncia, estarem produzindo adultos sem tica e atrofiados emocionalmente? 
Essa  uma constatao irrefutvel. Pense na fbula da princesa presa na torre. Existe uma enorme diferena entre a experincia de ler sobre Rapunzel em um livro e a de participar de um game em que o objetivo  resgat-la. O livro apresenta  criana a narrao plena da histria da princesa. A vida dela faz parte de um contexto. J no game a princesa  apenas um objetivo, no importa nem como ela chegou a ser aprisionada na torre, no se constri em nenhum momento um vnculo emocional com a personagem, tampouco se discutem as questes ticas de aprisionar algum ou as virtudes de carter ou de corao do ato de salv-la. A nica coisa que importa  ganhar o jogo. Parece-me evidente que so duas vias bem distintas.

O convvio nas redes sociais aceita uma latitude maior na conduta tica das pessoas? 
Sem dvida. No mundo virtual, as pessoas podem se comportar de um modo como jamais fariam no mundo real. Elas perdem seus constrangimentos naturais, o que normalmente barra os maus comportamentos. Na rede, muita gente se expe como jamais faria nem mesmo no ambiente familiar ou na frente dos amigos mais ntimos. Essa liberalidade comeou com os e-mails, mas atingiu o pice com o Facebook. Os limites do certo e do errado esto cada vez mais difceis de ser definidos. O livro O Senhor das Moscas, obra-prima de William Golding, conta a histria de um naufrgio de estudantes. Presos em uma ilha e submetidos a enormes privaes, eles perdem o verniz civilizatrio e se tornam selvagens. Por alguma razo, estar nas redes sociais pode produzir o mesmo efeito de desconsiderao com os outros que acometeu os estudantes do livro de Golding presos na ilha.

Essa regresso tem razes na qumica cerebral? 
Sim. O prazer de estar on-line ou jogando um game libera dopamina em excesso. A dopamina participa do sistema de recompensa do crebro, aquele que nos faz querer repetir algo prazeroso. Ela  liberada quando se come algo saboroso, como chocolate, e durante o sexo, por exemplo. Cada vez que a criana muda de fase no videogame, mais dopamina  liberada. A interatividade estimula o crebro a produzi-la em demasia. Isso  um problema. O excesso desse neurotransmissor afeta diretamente o crtex pr-frontal, regio do crebro que  a sede da conscincia, em que a pessoa processa o conceito que faz de si mesma e as noes de tempo e de espao.

Antes eram as revistas em quadrinhos, depois a televiso, agora a internet e os games. Ser que cada era tem seu falso inimigo do crebro das crianas? 
Existe uma diferena crucial. As novas tecnologias so muito mais invasivas e tm um impacto infinitamente maior at mesmo que o da televiso. As pessoas agora esto sendo levadas a ter uma percepo da vida como uma sucesso de pequenas tarefas desconectadas entre si, exatamente como no game da Rapunzel. O ser humano  produto de histrias, da preservao de memrias, enfim, da narrativa. No h mais narrativa. Tudo no passa de ao e reao.

Mas a senhora no acha que tem sido gigantesca a contribuio das tecnologias interativas para a educao? 
Uma pesquisa divulgada no ano passado, na Inglaterra, derruba essa tese. Trs quartos dos professores ingleses reclamam da crescente dificuldade de concentrao dos alunos. Quase todos os pais entrevistados afirmaram que os filhos gastam o triplo do tempo na frente de uma tela em comparao com o que dedicam a um livro. No concordo com os especialistas que sugerem distribuir tablets aos alunos. Isso no resolve. A nica maneira de prender a ateno das crianas nos dias de hoje  ter professores inspiradores. A tecnologia  fundamental e excitante, mas, sozinha, no identifica nem desenvolve talentos.

A senhora foi criticada por colegas pelo fato de seus documentrios e palestras serem populares demais. O que acha disso? 
Costumo citar Carl Sagan, a quem admiro muito, quando me criticam por falar de cincia de maneira fcil e acessvel. Ele costumava dizer que era um suicdio viver numa sociedade dependente de cincia e tecnologia e no saber nada sobre cincia e tecnologia. Entendo os colegas que, por personalidade ou opo, so mais resguardados. Mas acho que eles no deveriam criticar quem est disposto a simplificar e divulgar assuntos cientficos. No fundo, penso que os cientistas que no gostam de popularizar a cincia tm medo de, ao falar de igual para igual com as pessoas leigas, perder a autoridade e o status.

 verdade que os integrantes da Royal Society chegaram a anunciar que pediriam demisso se a senhora fosse indicada para compor seus quadros?
Aconteceram coisas terrveis nesse episdio. Uma delas foi a falta de tica de meus colegas. As regras de escolha de membros da Royal Society deveriam ser confidenciais. Quem afirmou que sairia se eu fosse escolhida deveria ter sido expulso. Alm disso, vivemos em uma democracia. Se os membros no concordavam com meu nome, era s chegar a um consenso interno. No era preciso me expor perante a opinio pblica, como fizeram. O que houve, de fato, foi chantagem. As tticas utilizadas pelos meus colegas foram pobres e no democrticas. Infelizmente, a cincia  uma rea na qual ainda impera o machismo. Isso  lastimvel.

Em um artigo para o jornal The Guardian, a senhora afirmou que a gravidez era um contrassenso. Por qu?
Referia-me  questo profissional. So poucas as mulheres na minha rea que conseguem chegar aonde eu cheguei.  difcil desde o incio. No colgio, as meninas recebem menos incentivos do que os meninos para seguir a carreira cientfica. Afinal, cincia  coisa de homem. Quando conseguem superar essa barreira, elas encontram outro obstculo: a gravidez. No sou contra ter filhos, mas, na cincia, quem se afasta, mesmo que por pouco tempo, perde a vez, infelizmente. Eu optei por no ter filhos. Meu irmo nasceu quando eu era uma adolescente de 13 anos. Essa j foi uma experincia maternal suficiente para mim.

A senhora deixou a presidncia da Royal Institution pelo mesmo motivo que quase a impediu de entrar? 
Fui a primeira mulher a comandar a instituio. Foi uma experincia nica. Aprendi a ser uma administradora, consegui reerguer a Royal Institution e ao mesmo tempo moderniz-la. Tambm me aperfeioei como acadmica. No fim de minha gesto, tive problemas sobre os quais estou proibida de falar por ordem judicial. Mas, apesar de tudo o que fiz at hoje como profissional, minha grande realizao como cientista ocorreu no campo pessoal, por mais esquisito que isso possa soar. Graas a meu trabalho, consegui realizar um sonho familiar. Apresentei minha me, bailarina, e meu pai, engenheiro eltrico,  rainha Elizabeth II.


4. CLAUDIO DE MOURA CASTRO  A CULPA  DO DR. GAUSS
     Saiu a nova avaliao do ensino superior. Vrios vivas para o MEC, mas, tambm, puxes de orelha. Ambos merecidos. Vivas pela consolidao de um sistema ousado, nico no mundo e combatido pelas hostes do atraso, inclusive dentro do MEC.  um sobrevivente, sofreu escoriaes, mas tambm teve reparos. Todos ficam sabendo quem  quem: ele mata a ona e mostra o pau. Desta vez, a justia  mais cega: puxes de orelha tambm para os cursos fracos da rede pblica. E por que no? Outro avano: a dosimetria das penalidades  graduada, leve para alguns e truculenta para os grandes pecadores. At aqui, maravilha. O problema  ser muito fcil derrapar nos meandros da teoria estatstica. O maior enguio  no entendimento errado da curva descoberta pelo matemtico Gauss. Como muitos fenmenos estatsticos se distribuem na forma de um sino, na avaliao  comum e correto dispor os dados na curva e dar notas a cada um de acordo com o ponto dela em que estejam. Quem ficou na cauda direita ganha a nota mxima. Vai a mnima para os da cauda esquerda.
     Mas  preciso saber o que no dizem os resultados. Imaginemos que o MEC tivesse sob sua tutela as dez melhores universidades do mundo. Sendo a melhor, Harvard ganharia 5. E seria dada nota 2 para Berkeley, pois  a penltima. O MEC iria proibi-la de fazer vestibular. Mas, vejam s, Berkeley  a melhor universidade pblica do mundo! Onde est o erro? Muito simples, est na diferena entre ruim e pior. Pior  um relativo, ruim um absoluto. Berkeley  pior do que oito, mas  excelente. Nossa avaliao no permite dizer se  ruim ou boa, apenas compara cursos. Quem acertou menos ganha nota pior. So fracos s na comparao com os outros. E, pela regra, a proporo com nota ruim ser sempre a mesma. Sabemos quais so os nossos piores cursos. Mas, para saber se so ruins, precisaramos definir o que os graduados de cada rea devem dominar minimamente. O exame da OAB  concebido assim (em que pese sua pouca transparncia). Mas nas provas do Enade isso jamais foi feito, pois um grupo de professores redige as questes pela sua cabea. Vejam o dilema: nas licenciaturas de matemtica, as mdias de acerto so baixssimas. S que no sabemos se os cursos so fracos, se os alunos so despreparados ou se quem formulou as questes tinha expectativas irrealistas. Pela mesma razo, ao contrrio da Prova Brasil, os testes no so comparveis de ano a ano. Portanto, no podemos dizer se algum curso melhorou, sabemos apenas se passou na frente de outros. No curto prazo, essas limitaes das provas so incontornveis. Portanto, o MEC no pode dizer que os cursos com piores notas so ruins, nem se pioraram, como vem fazendo. Mas pode e deve consider-los sob suspeio, justificando uma investigao individualizada.
     Um tropeo desnecessrio  o uso de um indicador composto, somando o que o graduado sabe (o Enade) com o nmero de doutores e mestres, a proporo em tempo integral e a opinio dos alunos sobre assuntos que desconhecem. O argumento  muito simples: os alunos aprenderam? Tiraram boas notas na prova? Ento, o curso  bom. Se consegue resultados sem doutores, qual  o problema? Na verdade, no h correlao entre tais indicadores e o que os alunos aprendem. O que o indicador composto (IGC) faz  to somente penalizar aqueles cursos privados cujos alunos aprendem o mesmo mas no tm recursos para pagar doutores em tempo integral (cuja contribuio  incerta).
     Por ltimo, h uma diferena essencial entre o que o aluno sai sabendo e o que o curso forneceu para a sua formao (o chamado valor adicionado). Sabe-se que 80% do desempenho no Enade  estatisticamente explicado pelo que o aluno j sabia ao entrar no superior. Se o MEC quer punir cursos fracos  e deve faz-lo , cabe puxar as orelhas daqueles cujos alunos sabem menos porque eram fracos ao entrar? Ou dos cursos em que os alunos aprenderam pouco? No so os mesmos! Esses breves comentrios no fazem justia  complexidade tcnica do assunto. A avaliao  um instrumento precioso e  feita com boa tcnica. O ensaio apenas alerta para os perigos de que ela seja mal-usada.
CLAUDIO DE MOURA CASTRO  economista


5. LEITOR
PREVISES
Muito oportuna a reportagem Quem prev melhor (2 de janeiro). Nesta era de aprendizagem digital, impe-se a incluso do senso do porvir na formao de crianas, adolescentes e jovens. Aprender a fazer antevises deveria contribuir para isso. Sou professor e considero VEJA indispensvel para o futuro dos que a leem.
FRANCISCO GOMES DE MATOS
Recife, PE

O futurismo pode auxiliar no planejamento estratgico de empresas, determinar o lanamento ou no de produtos, antecipar tendncias polticas ou ajudar no planejamento do processo do envelhecimento de uma pessoa, entre outras aplicaes.  uma cincia que apenas agora se afirma, e que certamente chegou para ficar. Parabns a VEJA pela reportagem.
ROBERTO FABRICIO
Diretor  BrasilFuturo
Por e-mail

Em 2012, previses dos maias, de Delbio Soares e do ex-presidente Lula deram errado: o mundo no acabou, o mensalo no virou piada de salo  e existiu, como ficou comprovado pelo Supremo Tribunal Federal. Feliz 2013!
ABEL PIRES RODRIGUES
Rio de Janeiro, RJ

 interessante detectarmos tantos sectrios dessas previses excntricas que surgem a cada dia. VEJA, no entanto, soube mostrar que algumas previses so realmente confiveis, por possurem base cientfica e mtodo seguro.
MARCIO F. CARVALHO PEREIRA
Conselheiro Lafaiete, MG

LYA LUFT
Excelente a anlise de Lya Luft no artigo O ano das criancinhas mortas (2 de janeiro). O tema  complexo. No temos mais o direito de nos prender aos dogmas do politicamente correto.
SILVIO CARLOS DOS SANTOS
So Jos dos Pinhais, PR

Lya tocou em uma enorme ferida. A incluso sem fronteiras  mais um tormento do que uma soluo, que, salvo excees, gerou uma gama de pais iludidos que s pensam que seus especiais tm de ler, fazer contas... sem cogitar no que podem oferecer e no que devem receber para ser felizes.
MADALENA CALDAS
Rio Grande, RS

As famlias de pessoas com deficincia tm muitos desafios, que vo alm de incomodar os outros em salas de aula. Entendo que artigos so opinativos e que opinies devem ser respeitadas.
ANDRA NATAL 
So Paulo, SP

Fiquei extremamente chateado e estupefato ao ler a coluna da grande escritora brasileira Lya Luft, a quem admiro e respeito.  incompreensvel uma escritora, um ser humano que tem a felicidade, a maestria de escrever um livro como O Ponto Cego, ter sido to infeliz ao escrever um texto no qual ela reconhece que no domina o tema, no tem a habitualidade nem a qualificao para falar sobre o deficiente fsico. Sou pai de Carolina, portadora de paralisia cerebral com comprometimento da coordenao motora fina nos membros superiores e inferiores, que ao nascer recebeu o diagnstico de que teria vida vegetal e de que nada poderia mudar esse quadro. Ns, eu e minha esposa, Vera, nunca acreditamos nisso, fomos  luta, buscamos tudo o que deveria ser feito, tratamento, estudo em escolas normais, e fizemos o que era preciso. A nossa Carol fez a parte dela, correu atrs, buscou, lutou e hoje  psicloga, ps- graduada e doutorada em semitica psicanaltica. Espero que, com bom-senso, humanidade e delicadeza, a escritora repense o que escreveu ou, pelo menos, no escreva sem reunir conhecimento e se habilitar ao tema em discusso  alis, o que  o forte da nobre escritora em sua linda obra literria.
GUTEMBERG CARDOSO DE OLIVEIRA JUNIOR
So Paulo, SP

Lya, ningum  forado a nada. Os pais dessas crianas no tm uma arma apontada para sua cabea para que os filhos frequentem escolas regulares. Seus dilemas so legtimos como o de qualquer outro pai e me de aluno.
THATIANE RODRIGUES 
Rio de Janeiro, RJ

Ao ler o artigo da escritora Lya Luft, fiquei perplexa. VEJA tem uma imensa projeo sobre a sociedade brasileira e, infelizmente, um texto como esse gera preconceito. Se fssemos pensar de maneira similar, tambm deveramos dividir em castas nossa sociedade: os amarelos, os vermelhos, os negros, os pardos, os gordos, os magros, e assim por diante. Onde fica o respeito  diversidade e a quanto podemos aprender com ela?
SIMONE PIRES 
So Paulo, SP

NDICE BIG CAT
Nos dois ltimos pargrafos da reportagem O ndice Big Cat (2 de janeiro). vemos uma sntese do conforto em ter um gato. Engana-se quem pensa que os gatos no so companheiros: ao contrrio, eles dividem o espao com voc, no so submissos e sabem retribuir gentilezas com carinho.
ROSIMARI BONFIM
Governador Valadares, MG

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO
Impagvel a anlise do brilhante articulista Roberto Pompeu de Toledo em O campeo, craque por craque (2 de janeiro). Foi um petardo, com bola de pelica, na ala esquerda do time, e na sua torcida. Poderamos acrescentar que o jogador Toffoli demonstrou, antes de sua incorporao ao time, total desconhecimento da regra do impedimento. A sua torcida particular tentou melar as leis do jogo. O atacante Ricardo, com suas cadas pela esquerda, embolou o ataque, fazendo com que o jogo tivesse uma prorrogao excessiva.
ERON Z. BUZELLE
Cuiab, MT

Brilhante a Seleo do Supremo escalada por Roberto Pompeu de Toledo. Como bom entendedor de futebol e assduo assistente das partidas, para os prximos jogos tiraria o lateral esquerdo Toffoli, que me pareceu disperso e preso a problemas externos, e escalaria o troncudo, experiente e comprovadamente conhecedor da posio, Teori Zavaschi.
EMMANUEL SAMPAIO
Salvador, BA

Faltou a Roberto Pompeu mencionar a incontornvel predisposio do craque Ricardo a usar a camisa do adversrio por baixo da camisa de seu clube.
JORGE Lus DOS SANTOS
Aracaju, SE

Pompeu cometeu uma injustia, pois no existe uma boa seleo sem um bom tcnico. Quem poderia ser? O ttico procurador-geral da Repblica, Roberto Gurgel.
FERNANDO FERREIRA DA SILVA
Guiratinga, MT

GUSTAVO IOSCHPE
O artigo Se eu fosse prefeito (2 de janeiro), de Gustavo Ioschpe, se encaixa em todos os nveis educacionais. O respeito ao professor na sala de aula j no existe. O professor no  mais uma referncia nem exemplo de vida, como acontecia anteriormente. Precisamos de uma educao domstica rigorosa.
JOAQUIM P. MARTINS
Joo Pessoa, PB

Se eu tivesse recursos, pagaria qualquer preo para trazer Ioschpe  escola na qual trabalho, para falar aos meus 130 professores com esse entusiasmo, experincia e certeza de que a educao tem soluo.
MARILSA GONALVES DE FREITAS
Arapongas, PR

Se Ioschpe fosse prefeito de Porto Alegre, teria duas questes urgentes a resolver. Primeiro, acabar com a violncia da qual os professores da rede municipal de ensino so vtimas. O paradigma da incluso social probe qualquer tipo de sano aos alunos, mesmo os mais agressivos. Segundo, acabar com a obrigatoriedade da aprovao automtica, que, em vez de salvar, condena  nega mais tempo para aprender ao aluno que precisa disso.
ANA LCIA DO VALLE SIMES
Professora da rede municipal de ensino
Porro Alegre, RS

Metas na educao, assim como em todas as reas da administrao pblica, so essenciais para a melhoria contnua de processos e resultados. Entretanto, para obter qualquer coisa, o primeiro passo  querer.
CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE
Limeira, SP

TRANSPORTES
A ALL  Amrica Latina Logstica reitera que no teve acesso ao relatrio citado na reportagem Entre o pblico e o privado (2 de janeiro) e no foi procurada pela revista VEJA para esclarecimento de qualquer suposta conduta relatada no documento e na matria. Desde que assumiu a ALL Malha Sul, em 1997, a companhia cumpre todas as obrigaes estabelecidas nos contratos de arrendamento e concesso e investiu mais de 4,2 bilhes de reais em melhorias de qualidade. Especificamente em relao ao desempenho no estado do Rio Grande do Sul, foco da reportagem, o volume transportado pela ALL quadruplicou entre 1997 e 2011, sendo quase cinco vezes o crescimento do PIB na regio. No mesmo perodo, o nvel de acidentes nesse trecho caiu mais de 90%, conforme medida utilizada para apurao das metas de segurana das concessionrias ferrovirias.
PEDRO ROBERTO DE OLIVEIRA ALMEIDA
Diretor de Relaes Institucionais da ALL
Curitiba, PR

CONGRESSO EM 2013 
Em vez de renovar-se e tentar melhorar seu nvel, o Congresso Nacional perpetua-se na mesmice retrgrada, que h anos vem afundando o pas na vergonha do toma l d c, da corrupo e da politicagem mais rasteira, que resultaram no mensalo.
HENRIQUE BOMS
Rio de Janeiro, RJ

VEJA aborda com muita propriedade a possvel posio do Congresso em 2013. A presidente Dilma Rousseff, contudo, vem tendo uma postura independente em suas relaes com a Casa. Com isso, ela consegue governar com sucesso, dentro das limitaes inerentes ao cargo. Sabe-se quanto isso  difcil.
ENEDINO CORRA DA SILVA
Braslia, DF

JEAN-BERTRAND PONTALIS
A entrevista com o filsofo, psicanalista e escritor francs Jean-Bertrand Pontalis (O elogio da verdadeira amizade, 2 de janeiro) nos remete a uma curiosa e provocativa reflexo sobre o significado e a construo de uma verdadeira amizade, em tempos de redes sociais abarrotadas de amigos.
JULIO CESAR GARCIA PADILHA
Psiclogo
Marlia, SP

Comovente ver Jean-Bertrand Pontalis descrever a amizade como algo vital. Em especial quando ele pontua que mesmo a amizade mais verdadeira no  feliz o tempo todo. Parabns pela entrevista e pelo destaque do tema na primeira edio
2013.
MICHELLY SILVEIRA BASSO
Piracicaba, SP

Dificuldades de relacionamento com um irmo, que, pela entrevista, fica evidente ser de grande importncia para Jean-Bertrand Pontalis, o fizeram teorizar a amizade em seu sentido mais simplificado. Impossvel viver sem amigos; dificlimo nos dias atuais saber quais podem realmente s-los.
FLVIA BALDO GUIDUGLI
Sertozinho, SP

Quase ningum acredita que entre um homem e uma mulher exista amizade sem sexo. Existe, sim. Eu tenho um amigo verdadeiro que, em um momento de grande desespero, me tirou do fundo do poo. Como diz Jean-Bertrand Pontalis, ele fez recuar a morte.
SNIA MAGALHES 
Por e-mail

VEJA
VEJA me irrita s vezes, me faz sorrir, chorar. Aprovo quando leio algo que esta de acordo com meu pensamento. Desaprovo quando ela d espao a reportagens que julgo inoportunas ou de valor questionvel. Discordo frontalmente dos articulistas ou corro para abra-los por externarem o meu ponto de vista. VEJA  essencial: as pginas amarelas, os anncios que viabilizam a empresa, embora por vezes nos incomodem pela profuso, mas necessrios por nos manter ligados aos produtos de mercado, as crticas, as reportagens e o senso crtico que a revista nos aquinhoa. VEJA nos faz pensar, anotar, pesquisar. VEJA determina o padro. Que em 2013 a revista permanea incisiva, insolente, questionadora e, sim, formadora de opinio.
ROGRIO GONALVES
So Paulo, SP

RETROSPECTIVA 2012
Perfeita, concisa, abrangente, eloquente a Carta do Editor Roberto Civita (26 de dezembro). O que fazer? Mobilizar toda a cidadania para celebrar aliana com o jornalismo vigilante das aes do governo e de seus 22.000 cargos de confiana.
ESMAELINO NEVES DE FARIAS
Belm, PA

ESCLARECIMENTO: as instrues sobre como responder ao teste Descubra se voc  ourio ou raposa (2 de janeiro  pgs. 66 e 67 da edio 2302) levam o leitor da revista impressa ao erro. Para obter resultados vlidos no teste, por favor desconsidere as instrues e siga apenas os exemplos dados, que repetimos aqui: quem concordar com a Afirmao 1 ficar com 7 pontos e quem discordar ficar com -7. J na Afirmao 2, quem concordar ficar com -3 e quem discordar ficar com 3.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR 
LAURO JARDIM
PALESTRANTE
O apresentador Ratinho fecha o ano com mais uma fonte de renda. Ele cobra entre 30.000 e 50.000 reais por palestra em empresas  foram oito em 2012 e j h duas marcadas para este ano. www.veja.com/radar

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
ABISMO FISCAL
Apesar de tanta encenao, infantilidade e covardia, este pfio acordo entre republicanos e democratas na virada do ano foi o melhor para evitar o abismo fiscal. A alternativa teria sido uma calamidade. www.veja.com/denovayork

ESPELHO MEU
LUCIA MANDEL
VERO
Ter melasma  uma tendncia pessoal. E o sol influencia diretamente no surgimento das manchas. A pele de quem tem essa tendncia  to sensvel que at mesmo no inverno as manchas aparecem. www.veja.com/espelhomeu

CHEGADA
RENATO DUTRA
CIBRA
Um fenmeno que atinge entre 30% e 50% dos esportistas e praticantes ocasionais de atividades fsicas, a cibra  uma contrao muscular involuntria e que causa dor. Saiba, no blog. como evit-la. www.veja.com/chegada

QUANTO DRAMA!
ELES PREFEREM AS LOBAS
A julgar pela fico, elas esto com tudo. O descompasso de idade, que sempre favoreceu os homens, voltou-se de vez para as mulheres, a ponto de trs belas lobas estarem muito bem acompanhadas por moos mais novos s 18h, s 19h e s 21h. Em Guerra dos Sexos, Roberta Leone (Gloria Pires) arrematou o corao do doce Nando (Reynaldo Gianecchini). Em Lado a Lado, entre retrgrada e arrojada, a indecifrvel Constncia (Patrcia Pillar), por volta de 1910, engatou um romance com Umberto (Klebber Toledo), amigo de seu filho. Em Salve Jorge, lcio (Murilo Rosa) comeou a frequentar a sala da milionria Leonor (Nicette Bruno), aos beijos com a filha dela, Rachel (Ana Beatriz Nogueira). Casal improvvel e um tanto improvisado, esse precisa de mais tempo para dizer a que veio. www.veja.com/quantodrama

NOVA TEMPORADA
DOWNTON ABBEY EM HQ
A srie britnica Downton Abbey ganha uma verso em quadrinhos. Criada por Camaren Subhiyah com ilustraes de Kyle Hilton, a histria narra as aventuras do agente secreto John Bates. Mantendo sua identidade como criado da famlia Crawley em Downton, Bates , na verdade, um agente do servio secreto que enfrenta os nazistas no perodo pr-II Guerra Mundial. Na srie original, Bates  interpretado por Brendan Coyle. O personagem  o criado de Robert Crawley e casado com Anna, uma das empregadas da casa. www.veja.com/temporada

VIVER BEM
HBITOS PARA MELHORAR EM 2013
Uma sugesto simples, que pode ajudar nos planos de uma melhor qualidade de vida no ano novo,  a mastigao adequada. Feita da forma correta, ela facilita o trabalho do sistema digestrio, evitando a distenso abdominal, que pode provocar acmulo de gordura na regio. Mastigar bem tambm ajuda o organismo a otimizar a absoro dos nutrientes, resultando em inibio do excesso calrico das prximas refeies. www.veja.com/viverbem

Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com

7. EINSTEIN SADE  VOC SABE COMO ESTO SEUS OSSOS?
A densitometria  o principal exame para medir a perda ssea. Mas a aplicao requer cuidados especiais

     Doenas caracterizadas pela perda ssea, osteopenia e osteoporose no tm cura. Dependendo do grau de fragilidade dos ossos, eles podem se quebrar sozinhos ou sofrer fraturas ao receber o mais leve impacto. As mulheres, especialmente aps a menopausa, so as grandes vtimas dessas doenas. Mas elas atingem tambm os homens, principalmente os idosos. Por enquanto, a medicina no tem uma soluo para reverter o problema. Consegue apenas retardar a progresso da perda ssea. Por isso, quanto antes o diagnstico for feito, melhor.
     O principal exame para isso  a densitometria ssea, um sistema de raios X duplos aplicado geralmente na coluna e no fmur, que mede a quantidade de clcio por centmetro quadrado. Levando em conta a idade da pessoa e a concentrao de clcio comparada com o referencial de um adulto com a massa ssea em sua plenitude, o exame indica se h osteopenia (perda entre -1 e -2,5) ou osteoporose (perda maior que -2,5).
     Mas ser que a densitometria  um exame confivel? A resposta  positiva, dependendo de dois fatores fundamentais: a correta calibrao do equipamento e a capacitao do profissional que realiza o exame. Se o paciente no estiver bem posicionado ou se o equipamento no tiver manuteno adequada, a incidncia dos raios se altera e, portanto, a confiabilidade do resultado, com risco de falso positivo ou negativo.
     Se o exame  confivel e indicou perda ssea,  hora de agir para brecar o processo. Em poucos casos, a doena  secundria, ou seja, associada a outros males, como hipertireoidismo, doenas renais e tumores. E a so esses problemas que devem ser atacados, permitindo s vezes at a recomposio ssea. Mas a grande maioria so osteopenias/osteoporoses primrias, ou seja, doenas do prprio osso, que no tm cura. Nesses casos os tratamentos tm a finalidade de evitar ou retardar a progresso. Dentre outros tratamentos so adotadas a reposio hormonal aps a menopausa, suplementao de clcio e vitamina D, alm de drogas inibidoras de reabsoro ssea ou estimuladores de formao ssea. Dentre as novidades, est o denosumab, que impede a ao das clulas responsveis pela destruio do osso.  uma droga cara e ainda administrada com cautela, pois seu uso  recente, sem muitos indicadores sobre eventuais efeitos indesejveis.
     O melhor remdio para esses males  mesmo a preveno. A receita  simples e barata: alimentao saudvel, prtica de atividades fsicas, exposio moderada ao sol (que ajuda na formao da vitamina D) e eliminao de fatores de risco, como lcool e fumo.

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